GVT, Vivo e TIM

Em dezembro, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu que a Telefónica deveria vender sua participação na TIM ou procurar um sócio para a Vivo, empresa que controla. A participação da operadora espanhola na TIM é indireta. Atualmente, a Telefónica é a maior acionista da Telecom Italia, dona da TIM, com cerca de 14% da empresa.

O problema de a Telefónica ficar no controle da Vivo e da TIM é que elas estão, respectivamente, no primeiro e no segundo lugar na lista das maiores operadoras celulares do País. Os espanhóis têm até maio para fazer a mudança societária.

Em julho, a Telefónica anunciou a venda de 750 milhões de euros em bônus conversíveis em ações da Telecom Italia, como primeiro passo para acabar com essa participação cruzada nas empresas brasileiras. Os bônus têm prazo de três anos, mas podem ser convertidos em ações a qualquer momento, caso certas condições sejam alcançadas. Com a operação, o grupo espanhol vai reduzir em mais de 5 pontos porcentuais sua participação na operadora italiana.

O segundo passo foi o anúncio, na semana passada, da oferta de R$ 20 bilhões que a Telefónica fez pela GVT, operadora brasileira de telefonia fixa que pertence à francesa Vivendi. A oferta consiste em R$ 11,96 bilhões em dinheiro e cerca de 12% da Telefônica Brasil. A proposta também dá ao grupo francês a opção de ficar com 8,3% da Telecom Italia. Com isso, os espanhóis estariam fora da operadora italiana.

Depois disso, a Vivendi afirmou que, apesar de nenhum de seus ativos estar à venda, vai considerar a oferta dos espanhóis em sua próxima reunião de conselho, prevista para o fim deste mês. Segundo a agência Bloomberg, a Telefónica apresentou sua proposta hostil (não solicitada) no momento em que acontece uma negociação de aliança entre a Telecom Italia e a Vivendi.

Os grupos italiano e francês discutem, segundo fontes, unir a GVT e a TIM no Brasil, formando uma empresa integrada fixa e móvel, como as concorrentes Vivo, Oi e Claro/Net/Embratel. Apesar de não existir nenhum acordo fechado, a Vivendi poderia assumir, em troca da GVT, uma parcela “significativa” de participação na Telecom Italia, possivelmente desbancando a Telefónica como maior acionista da operadora italiana.

A GVT tem 12,4% do mercado brasileiro de banda larga, 9,4% dos telefones fixos e 4,2% da TV paga. Em 2012, a Vivendi tentou vender a operadora brasileira, mas não conseguiu uma oferta que considerasse satisfatória. Entre os interessados, estavam a DirecTV, dona da Sky, e fundos de investimento.

Do ponto de vista da concorrência, seria mais simples a união entre TIM e GVT, uma operadora móvel e outra fixa. Com a Vivo, existe o problema de a GVT já atuar em vários dos principais mercados de São Paulo.

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